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Governo anuncia redução de TJLP de 6% para 5,5% ao ano
Presidente do BNDES diz que redução favorece recuperação dos investimentos e vê ação como um importante fator de estímulo à atividade econômica.
A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) cairá de 6% (em vigor desde julho de 2009) para 5,5% ao ano. A taxa é usada como referência para os empréstimos ao setor produtivo concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As novas medidas têm o objetivo de agilizar e aumentar a destinação de recursos governamentais para a compra de equipamentos, mobiliário escolar e veículos nacionais, entre outros.
A decisão que foi anunciada ao fim da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), ao participar da solenidade de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos, ao qual o governo federal prometeu destinar R$ 8,4 milhões para comprar equipamentos, mobiliário escolar e veículos nacionais, entre outros, com o objetivo de estimular a atividade econômica.
No anuncio da redução, Mantega disse que a queda da taxa irá ajudar a diminuir o custo dos empréstimos do BNDES e incentivar os investimentos no país. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, defendeu a primeira redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) desde julho de 2009 como um importante fator de estímulo à atividade econômica.
Pouco antes de o ministro Mantega anunciar a decisão do governo Coutinho disse que a decisão não irá impactar o orçamento do banco, embora tenha um “diminuto impacto” para as contas públicas. Prejuízo pequeno que, na avaliação de Coutinho, justifica-se pelo maior estímulo à atividade econômica. Inicialmente, o novo percentual valerá entre julho e setembro deste ano.
“A redução não afeta o banco e favorece [a diminuição do] custo de capital. Do nosso ponto de vista, a queda da taxa representa um ganho muito alto, já que induz uma recuperação mais forte dos investimentos”, disse Coutinho. O presidente do BNDES alegou que a queda da TJLP é apropriada ao atual contexto econômico brasileiro, já que o país conta com “fundamentos macroeconômicos muito sólidos” e a recente queda dos juros cobrados por bancos públicos gerou um “movimento consistente”, que já surte efeito entre as instituições financeiras privadas.
Fonte: Agência Brasil
postado em 27/06/2012